|| Superpoderes 10: Método e Mindset. Menos culpa, mais resultados! ||
Este é o último episódio da série de 10, dedicados ao método Superpoderes, o nosso modelo integrado para fazer de si um super-homem ou super-mulher. O propósito é ajudar a libertar os seus “Superpoderes”, para uma vida com mais energia, saúde, auto-confiança e propósito.
Hoje falamos de um mindset diferente para conseguir resultados duradouros, sem a frustração e auto-tortura que muitas vezes acompanham os programas de dieta e fitness. Quantas vezes já se tentou forçar a seguir um regime de exercício ou uma dieta “infalível”, para invariavelmente desistir ao fim de umas semanas ou meses? É uma ilusão acreditar que conseguimos impor a nós próprios a auto-disciplina necessária para forçar algo que está fundamentalmente contra o que o nosso corpo nos está a dizer, por mera força de vontade. Se se sente num carrossel sucessivo de novas dietas ou regimes de fitness que começa e abandona, é porque está a fazer a coisa errada. Com o ciclo de frustração e perda de auto-estima que daí por vezes decorre.
As dietas e planos de fitness assentes apenas em sacrifício e força de vontade tendem a falhar, ou funcionam durante uns meses e depois sucumbem à pressão do dia a dia e às tentações. Propomos por isso uma abordagem diferente, com menos culpa e mais resultados. Desenvolver uma relação positiva com o fitness e a alimentação
O Método Superpoderes é um modelo integrado e completo de bem-estar, alta performance e serenidade. É simples, mas não é fácil, e exige compromisso continuado, tranquilidade e confiança. Não há soluções milagrosas, rápidas e sem esforço.
No final desta série sobre o método superpoderes, a mensagem é clara: o verdadeiro super-herói és tu!
Com o método certo e o mindset adequado, podemos apreciar o caminho para uma vida mais fit e saudável, e ter orgulho de estarmos a investir no nosso desenvolvimento pessoal.
Um aspeto central do método é a regularidade do exercício e das opções alimentares. Tanto por questões metabólicas como psicológicas, é preferível manter um regime regular de exercício, alimentação saudável e boas noites de sono, do que tentar “compensar” estilo montanha russa. A nível do exercício, vários estudos académicos demonstram que é preferível fazer 30 minutos de atividade física 6 dias por semana, do que 2 sessões de 1,5 horas.
Por um lado, o corpo recupera constrói massa muscular para essa normalidade do exercício diário, em vez de ficar desfeito e menor capacidade de recuperação. Isto significa passar regularmente o limite do confortável, mas com espaço de recuperação, em vez de bater na parede e nos sentirmos miseráveis depois de um treino para o qual o corpo não se preparou.
Por outro lado, psicologicamente é muito mais fácil criar hábitos diários que incorporamos no calendário “sem pensar”, do que ter que esporadicamente ganhar a coragem e ultrapassar a tentação e desistir. Tornar o exercício diário parte daquilo que “eu sou”.
A regularidade dá também mais flexibilidade e espaço para ajustar aquilo que o nosso corpo nos está a dizer. Se um dia nos sentimos em baixo, podemos fazer uma sessão mais suave, com a confiança de que amanhã é um novo dia e estarei com mais energia para um treino mais exigente. Esta capacidade de ouvir o nosso corpo é fundamental para desenvolver uma relação positiva com o fitness e a alimentação.
Pelo contrário, se tenho que me arrastar à força para a academia para cumprir “aquele” treino semanal, o ónus psicológico de um mau treino torna-se maior, aumentando a relação negativa dessa experiência.
E se falharmos um treino em 6 ou 7, é apenas 15% do treino que está em causa – not a big deal. Mas se falhar 1 treino de 2, é 50% que está em causa, tornando o treino não um prazer diário que posso ajustar de vez em quando, mas uma obrigação cujo falhanço tem enorme peso psicológico.
Do mesmo modo, é uma ilusão acreditar que conseguimos, ao fim de um dia intenso de trabalho e stress, chegar a casa tarde e fazer boas escolhas alimentares. Ninguém é de ferro! A mente tem artimanhas fantásticas para nos convencer que precisa de alguma compensação e satisfação imediata – milhões de anos de evolução em contexto de escassez e luta pela sobrevivência tornou a mente um mecanismo brilhante de busca de prazer e auto-satisfação… “aproveita enquanto podes, antes que venha o inverno ou um animal feroz”. Somos programados para buscar a satisfação imediata e adiar o desconforto. Por isso, é preciso o método e o mindset adequado para habituar a mente a outros comportamentos.
Se o que está em causa é fazer escolhas conscientes e racionais, devemos programar com antecedência em vez de deixar para um cérebro cansado e com vontades a opção de decidir…
Para comer de forma consciente e sentir a saciedade, é importante comer de forma “mindful”, ou seja, com atenção. Saborear os alimentos, dar-lhes valor, e comer devagar. Isso não apenas aumenta a satisfação da refeição, como ainda dá tempo a que os mecanismos de saciedade cheguem ao cérebro e nos permitam perceber que podemos parar.
Comer sentados no sofá a ver uma série de Netflix é um convite a exageros inconscientes seguido de arrependimento.
Claro que isto não significa que não haja esforço e força de vontade. Há sim, e muito! Só que esse caminho de ultrapassar os nossos limites, auto desafio e auto-confiança é feito de conquistas diárias, em passos pequenos e regulares, e não num salto louco que normalmente nos condena ao fracasso, numa montanha-russa de promessas e resoluções seguidos de desistência e fracasso. Um bom coach pode ajudar a ajustar o plano alimentar e o plano de exercícios ao estilo de vida e objetivos de cada pessoa, acompanhando esse caminho de desenvolvimento pessoal.